domingo, 5 de junho de 2011

Fizeram a gente acreditar...

Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.

Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente

Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.

Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos.

Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada “dois em um”: duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.

Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável.




Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada.



John Lennon





sábado, 4 de junho de 2011

Vem chegando o verão...



Vodka (com muito gelo) calor insuportável, insônia total! Um turbilhão de coisas passam e invade minha cabeça...
Que barulheira infernal! Não é como Alhandra, onde os ruídos, cantos, arrastados, era o Bacanal da Natureza.
Aqui, entre lajes e paredes sufocantes, escuto os ruídos eletrônicos dos malditos! Vizinhos, inimigos escondidos por traz de grades, muros e cordialidades...
A essa altura estou na calçada...
Rola uma brisa. Vejo no fim da rua um vigia, lazarentos cães, prostitutas velhas... De longe se sente o cheiro de Dor!
Abro uma garrafa de Vinho, misturo com Vodka, o vigia passa apitando, seguido por seus desalentos, ébrio de consternação.
Chega-se um jogado, uma pustema errante, senta-se, toma uma dose e me diz: Quando era vivo fiz de tudo! De nada me arrependo, sempre vi no excesso a essência de minha Liberdade!
A Madrugada começa a fraquejar. Estou completamente ébrio, como uma azeitona...
Uma Senhora se chega e pede um pouco de Vodka, o cheiro de Rosa impregna o ar...
Bom dia, boa tarde e boa noite, vi no seu rosto um mapa de sofrimento e conhecimento, caminhos longos, penosos, insólitos...
Ela cantava uma linda canção sobre a Mata.
A luz estupra as trevas e a madrugada estar em coma, fico enojado com a vermelhidão do céu.
Arrasto-me trôpego ate a praia...
O Mar estar tão quieto que parece Morto! O Sol covarde ainda não apareceu, embora o dia já se faça claro.
Vomito na areia branca um excremento preto, mal cheiroso, quando sou surpreendido por aquela massa luminosa incomensurável que deixa o Mar azul! Intenso... Vivo! E isso não me diz nada!

Úze D´popolle.

(...)



A Solidão carnal une a multidão...

Gritos teatrais encenam peças de relações carnais

Solidão faz seu ninho...

Multidão!




Úze D´Popolle


sexta-feira, 3 de junho de 2011

Qual tatuagem você faria???















O que você faria se encontrasse essa figura na rua?

Eu com certeza mudaria de lado na calçada, e se ele chegasse a 1 metro de mim, eu começaria a implorar para que ele poupasse minha vida. E você?

Obviamente este leva seus ideais à frente de sua vida.

O resultado, dois olhos roxos, provavelmente alguém não foi com a cara dele!