sábado, 22 de outubro de 2016

Audiolivro marca presença relevante na maior feira de livro do mundo



Audiolivro marca presença relevante na maior feira de livro do mundo
Ubook, primeiro serviço de audiolivros por streaming do Brasil, celebra sua participação na Feira do Livro de Frankfurt. O aplicativo hoje já considerado o maior da América Latina no setor de audiolivros
O mercado de audiolivros no mundo tem crescido consideravelmente, com cada vez mais players entrando neste segmento.  E o potencial deste setor pode ser observado nos últimos dias (de 19 a 23 de outubro) na Feira do Livro de Frankfurt, o maior evento do setor editorial do mundo. Neste ano, a Feira contou com 89 expositores classificados como audiolivros. Entre eles, destaca-se a presença do Ubook, uma startup 100% brasileira que oferece o serviço de audiolivros por streaming hoje para mais de 120 países.
“Sem dúvida, estar presente na Feira de Frankfurt contribuiu ainda mais para a exposição de nossa marca e para acelerarmos as negociações com novas editoras, o que resultará em mais títulos que, em breve, devem estar disponíveis para nossos clientes. Tenho certeza de que a visibilidade mundial da feira e a facilidade do aplicativo permitirão ao Ubook chegar ao alcance internacional que almejamos”, celebra Eduardo Albano, co-fundador e diretor de conteúdo do Ubook.
A disponibilização do conteúdo literário em áudio segue uma tendência mundial. Afinal, na correria do dia a dia, é muito mais fácil e prático para as pessoas ouvirem um livro enquanto se deslocam da casa para o trabalho, por exemplo, do que separar um tempo para sentar e apreciar uma obra. É por isso que enquanto editoras lidam com a queda nas vendas de livros em mídia impressa e digital, o mercado de audiolivros apresenta crescimento. Só para se ter uma ideia, nos Estados Unidos, o número de downloads cresceu 38,1% em 2015, segundo a Association of American Publishers. No Brasil, os números deste segmento podem ser observados ao analisar o crescimento do Ubook em seus dois anos de existência – a empresa foi criada em outubro de 2014. Quando tinha três meses de criação, o Ubook contava com cerca de 200 mil usuários registrados. Hoje já são mais de 1,5 milhão. Além disso, a empresa já é considerada a maior do segmento na América Latina.
O bom desempenho do Ubook no mercado também pode ser atribuído a enorme variedade de seu catálogo: são mais de 10 mil títulos em português, inglês e espanhol, o que favorece conquistar clientes brasileiros que gostam de ouvir obras em outros idiomas, mas, também, auxilia a empresa a se inserir no mercado internacional. E, ao que tudo indica, essa audioteca só tende a avançar. “Viemos para mostrar nosso produto, mas também para avaliarmos novas parcerias, que resultarão, em breve, em mais títulos em nosso catálogo”, adianta o executivo.
A participação do Ubook no evento ocorreu por meio do Brazilian Publishers (BP), um projeto setorial de fomento às exportações do conteúdo editorial brasileiro, que resulta de uma parceria entre a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Criado em 2008, o BP tem como objetivo alavancar a participação global do conteúdo editorial brasileiro.
Vale lembrar também que o Brasil foi destaque, pela terceira vez, na Feira do Livro de Frankfurt. O país, que já foi homenageado duas vezes (1994 e 2013), foi um dos mercados abordados no “The Markets” deste ano, programação criada para discutir o funcionamento do setor em diferentes locais do mundo. Em sua segunda edição, o “The Markets” seleciona sete países ou regiões influentes para participar dos debates, e os convidados deste ano são: Brasil, Espanha, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Flanders & The Netherlands (Região homenageada pela feira este ano), Polônia, e Reino Unido. “Isto só demonstra o potencial que o Brasil pode alcançar no mercado internacional, e o Ubook, como uma startup 100% nacional, também pode ampliar suas fronteiras ao participar de eventos como este”, avalia Albano.
A Feira do Livro de Frankfurt atrai anualmente mais de 7.000 expositores e 280.000 visitantes.


Sobre o Ubook: Lançado no início de outubro de 2014, o Ubook é o primeiro serviço de assinatura de audiolivros por streaming do Brasil. Ele funciona como o Netflix para vídeos ou o Spotify para música: por um valor mensal, ou semanal, é possível ter acesso ilimitado a todo o catálogo através do aplicativo. A plataforma está disponível para Web, iOs, Android e Windows Phone. Para saber mais acesse: www.ubook.com


segunda-feira, 26 de setembro de 2016

CASA DE PEDRA

Casa de Pedra... A rotina de uma escola por “entre os muros” de um dos mais violentos presídios do mundo, a antiga Casa de Detenção Professor Flaminio Fávero de São Paulo, conhecida mundialmente, após o triste massacre de presos no pavilhão Nove, simplesmente como “O Carandiru”, e entre os presos como “Casa de Pedra”... Tendo como pano de fundo a história de um interno que chega ao presídio semi - analfabeto e entre suas muralhas descobre o gosto pela literatura, torna-se escritor e um dos muitos professores – presos do sistema prisional e por fim em liberdade criador de um dos mais atuantes sites de literatura o “Beco dos Poetas & Escritores” (www.becodospoetas.com.br) o mesmo nome de sua Editora... “Uma historia de dor e luta, mas também de vitória” é a frase que resume essa “viagem” no fascinante processo de ressocialização do preso, que muitas vezes julgamos ser impossível...

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A literatura não é o bicho de sete cabeças


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Não tenha medo. A literatura não é o bicho de sete cabeças que o colégio te fez pensar que era. Ela está nos alicerces da nossa cultura e sua influência está por todos os cantos. Ela está tão impregnada na nossa formação, na verdade, que é bem provável que você já goste de literatura e só não saiba disso ainda. A GALILEU selecionou aulas, palestras e entrevistas com grandes professores e críticos literários do Brasil e do exterior que te farão ir correndo para a livraria.
O curso legendado de 26 aulas sobre introdução à teoria literária de Paul Fry, da Universidade de Yale, nos EUA
É bom começar pelo começo. Paul Fry é especialista em poesia romântica britânica, mas aqui ele dá os alicerces para qualquer um que queira se aprofundar no uso estético da palavra. Seu curso, ministrado em Yale, passa por questões básicas, como "O que é literatura?", e dá um panorama da história, das tendências e das linhas de pensamento da teoria literária. Perfeito para quem não quer fazer feio na mesa do bar — ou para quem quer chegar afiado a aulas, palestras e entrevistas sobre autores específicos como as que vem abaixo.  
Stephen- Depois das densas aulas de nível universitário de Fry, você pode respirar vendo uma palestra de um dos mestres da crítica literária contemporânea, o norte-americano Stephen Burt, no TED. Ele fala de sua relação com a poesia com tanto amor que é fácil se esquecer de que ele é um acadêmico. Mas sua palestra é uma resposta curta e concisa a todos os céticos que perguntam qual é a importância dos versos.
André Malta, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, falando sobre A Ilíada, de Homero
15.693 versos escritos há mais de 2 mil anos. É difícil imaginar um estudante que optaria espontaneamente pela Ilíada como leitura de final de semana. Mas o professor da Universidade de São Paulo (USP) André Malta não mede esforços em transformar o poema épico na coisa mais legal de que você ouviu falar hoje. 
José Miguel Wisnik, professor aposentado da FFLCH da USP, músico e escritor, falando sobre o conto O Recado do Morro, de João Guimarães Rosa
O estilo de Guimarães Rosa é desafiador. Ele conhece a língua portuguesa tão bem que inclusive criou suas próprias palavras em incontáveis ocasiões (fizeram um dicionário só para ele). Suas obras são tão detalhadas e ricas em possibilidades de interpretação quanto seu uso do português, e elas podem ir de um pesadelo a uma experiência reveladora pelas mãos de José Miguel Wisnik, músico crítico literário e professor brasileiro. Wisnik te pega pela mão e vai revelando cada cantinho do conto central da obra Corpo de Baile. E você ficará impressionado com quanta coisa cabe em tão poucas páginas — ignore o cenário.
Munira Mutran, também da USP, falando sobre O Som e a Fúria, de Willian Faulkner
Quem tenta ler as primeiras páginas de O Som e a Fúria cai da cadeira. Um fluxo de pensamento interminável e impenetrável, com pontuação no mínimo ousada, introduz o leitor à mente de uma personagem autista. É por meio de seus olhos que começamos a assistir ao declínio de uma família aristocrática do sul dos EUA no início do século 20. A obra é incrível, e pode ficar melhor com uma ajudinha da professora Munira Mutran.
Ann Morgan, escritora e editora britânica, falando sobre como leu um livro de cada país do mundo
Nosso último vídeo não é sobre um livro específico. Mas sobre quantos livros ainda há para ler por aí. Ann Morgan, escritora e editora de livros britânica, resolveu ler uma obra literária de cada país do mundo para saber o que estava perdendo. E descobriu que era muita coisa. Um estímulo para você continuar atrás de cada vez mais aulas.
*Com supervisão de Isabela Moreira

Por que pessoas sozinhas permanecem sozinhas?



solidão (Foto: flickr - creative commons /Fujoshi Bijou)

Asolidão não é apenas algo que pode fazer alguém se sentir mal psicologicamente. De acordo com pesquisas, a solidão aumenta o risco de mortalidade de uma pessoa em até 26% - um risco comparável ao da obesidade.
Então faz sentido que a ciência se preocupe em investigar o que, exatamente, faz com que uma pessoa sozinha permaneça solitária. Existe algo que provoca esse comportamento? Uma teoria popular é que pessoas solitárias possuem um trato social menor e, por ficarem sozinhas, isso se transforma em uma bola de neve: as poucas habilidades sociais vão diminuindo.
Mas novas pesquisas indicam que esse não é o caso: na demonstração de conhecimentos sobre habilidades sociais e convivência, solitários tiveram notas maiores do que pessoas com a vida social agitada. Então não é uma falta de compreensão que impede os solitários de conviver bem em grupo. É que, durante situações em que o conhecimento deles sobre hábitos sociais precisa ser demonstrado, eles não conseguem colocá-lo em prática. Pense assim: eles entendem como agir em um grupo mas, quando estão no meio desse grupo, ficam nervosos e não agem. 
Um novo estudo mostra, justamente, essa participantes foram capazes de realizar tranquilamente tarefas bizarras como cantar em público. Não é fácil ou automático, mas vale a tentativa.