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sexta-feira, 29 de abril de 2011

O BAILADO DA CIGANA


A CIGANA BAILOU
NA PRAÇA DE ANDALUZIA.
O UNIVERSO GIROU NA PONTA DE SEUS PÉS
SUA SANDÁLIA QUEBROU, SANGUE JORRAVA
DE PÉS CANSADOS, TINGINDO O CHÃO COM
AS CORES DO SEU CORAÇÃO.
E GIRAVA....GIRAVA, BATIA AS PALMAS
QUE ASSUSTAVAM OS FANTASMAS DE SUA DESILUSÃO.
CHORAR NÃO SE PERMITIA.
ELA ERA FORTE, A CIGANA MAIS BELA, E SORRIA.
SORRISO ENCANTADOR, FOI ASSIM QUE CONQUISTOU
O AMOR DE SUA VIDA, SORRINDO.
CHORAR NÃO MAIS SE PERMITIA.
AMOU O IMPOSSIVEL GADJI, QUE SE FOI
PARA OUTRAS TERRAS, BUSCANDO OUTROS SONHOS,
POIS A CIGANA LHE ERA PROIBIDA.
E A BELA MULHER, GIRANDO, DANÇANDO,
NÃO SE PERMITIA AMAR.... SONHAR... SOMENTE DANÇAR.

UM BELO DIA A FEITICEIRA DA TRIBO
OLHANDO PARA O CÉU, ASSIM FALOU:
CIGANA, AS ESTRELAS ESTÃO A ME CONTAR,
TEU GADJI VAI VOLTAR, E NÃO PODERÁS MAIS DANÇAR.
SE QUERES FIQUE E BAILE NA ALEGRIA, SENÃO VÁ COM ELE
E ESQUECE TUA VIDA LIVRE, ESQUECE O BAILADO
NAS PRAÇAS DE ANDALUZIA.
VIVA NOS SOMBRIOS CASTELOS DE MÁRMORE,
E ESQUECE A NATUREZA DA QUAL ÉS FILHA.

ASSIM FALOU A VELHA CIGANA,
COM A EXPERIÊNCIA DE CENTENÁRIA IDADE.
E A BELA CIGANA DESPERTOU PARA SUA REALIDADE.
SECOU O PRANTO, SORRIU PARA AS ESTRELAS,
ESQUECEU DE TUDO, DE SI, DAS AMARGURAS QUE A ACORRENTAVAM
E VOLTOU A BAILAR... BAILAR... SORRIR E BAILAR!

Arlette Santos
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