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quinta-feira, 19 de março de 2015

Capitães da Areia e suas adaptações literárias

 


Capitães da Areia, 1937 - Romance
O tempo vai fechando de vez no país. É a ditadura do Estado Novo que se implanta. Recolhido na cidade de Estância, no interior de Sergipe, Jorge Amado começara a escrever um outro livro, terminando a sua redação já a bordo do navio Rakuyo Maru, em viagem para o México. É Capitães da areia.
Uma história dos meninos-de-rua da Bahia, na década de 30. Narrativa do amor de Dora e Pedro Bala. Peripécias do bando de menores que perambula perigosamente pelas ruas e pelo cais de Salvador, cidade "negra e religiosa", onde se projeta a personalidade da ialorixá Aninha, mãe-de-santo do Ilê Axé Opô Afonjá. Dora morre, doente, no trapiche enluarado. Pedro Bala é preso, foge, mete-se em greves de estivadores, até que se converte em "militante proletário, o camarada Pedro Bala". O problema é que o livro é publicado em 1937, logo em seguida à implantação do Estado Novo, regime violentamente anticomunista. Assim, a edição é apreendida - e exemplares do livro são queimados em praça pública, na Cidade da Bahia, por representantes da ditadura. Mas de nada adiantou. Quando pôde voltar à cena, Capitães da areia conquistou o grande público e é ainda hoje um dos maiores sucessos de Jorge Amado.
Escrito na cidade de Estância, Sergipe, em março de 1937, e concluído em junho, a bordo do navio Rakuyo Maru, no Pacífico, às costas da América do Sul, rumo ao México, o romance foi lançado em 1ª edição pela Livraria José Olympio Editora, Rio de Janeiro, em setembro de 1937, com 344 páginas.
A 2ª edição, 1944, saiu pela Livraria Martins Editora, São Paulo, com ilustrações de Poty e, a partir de 1970, com capa de Carybé e retrato do autor por Carlos Scliar, constituindo o tomo quarto, volume VI, da coleção "Obras Ilustradas de Jorge Amado", até a 38ª edição, 1975.
Da 39ª edição em diante, passou a ser publicado pela Editora Record, Rio de Janeiro. A 98ª, 1999, a edição mais recente, 57ª desta editora, com fixação de texto por Paloma Jorge Amado e Pedro Costa, tem capa de Pedro Costa, sobrecapa com reprodução de quadro de Aldemir Martins, vinhetas das ilustrações de Poty por Pedro Costa, retrato do autor por Jordão de Oliveira, foto do autor por Zélia Gattai.
No exterior, além da edição portuguesa, foram feitas traduções para o alemão, árabe, croata, espanhol, francês, grego, húngaro, inglês, italiano, japonês, libanês, norueguês, russo, tcheco e ucraniano.
Teatro: espetáculo adaptado pelo padre Valter Souza, Salvador, 1958; adaptação de Carlos Wilson, encenada por diversos grupos teatrais no Brasil e no exterior; adaptação de Roberto Bomtempo, pela Companhia Baiana de Patifaria, 2002.
Dança: espetáculo adaptado pelo Grupo Êxtase, Minas Gerais, 1988; por Raymond Foucalt e Plinio Mosca, França, 1988; por Friederich Gerlach, Alemanha, 1971; por Nanci Gomes Alonso, Argentina, 1987.
Cinema: filme Capitães da areia, adaptação do cineasta Hall Bartlet, Los Angeles, Estados Unidos, 1971, com algumas cenas exteriores tomadas em Salvador. Exibido nos Estados Unidos e em outros países, continua inédito no Brasil.
Televisão: minissérie, Rede Bandeirantes, direção de Walter Lima Jr., roteiro e adaptação de José Louzeiro e Antônio Carlos Fontoura, 1989.
Quadrinhos: adaptado por Ruy Trindade, publicado pela Secretaria da Cultura e Turismo do Estado da Bahia, 1995.
A Fundação Casa de Jorge Amado comemorou os 50 anos do romance, em 1987, com seminários, lançamentos de livros e exposições em Salvador e Brasília e com uma edição fac-similar da sua 1ª edição com tiragem numerada de 1.000 exemplares, publicada com a colaboração do Governo de Brasília e da Editora Record.
Fonte: Fundação Casa de Jorge Amado
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